No setor que criamos dentro do DINP da Polícia Civil, desenvolvemos ferramentas que, para a época, estavam muito à frente do seu tempo. Uma delas era um sistema de detecção de mentiras, acionado por voz. Também estruturamos um banco de dados com informações detalhadas de suspeitos, incluindo fotografias dos investigados.
O sistema era disponibilizado aos policiais por meio de acesso individual, com link e senha próprios. Posteriormente, o compartilhamento foi ampliado para a Brigada Militar e para a Polícia Federal, criando uma integração inédita entre as forças de segurança.
Certo dia, fomos chamados para uma reunião na sede da PROCERGS. Eles queriam entender de que forma havíamos conseguido vincular os dados cadastrais às imagens dos suspeitos. Não revelamos todos os detalhes, mas fornecemos algumas informações técnicas. Tempos depois, surgiria dali o embrião do que se tornaria o Consultas Integradas.
Também contávamos com um estagiário de Arquitetura que produzia reconstruções tridimensionais de locais de crime — um recurso extremamente avançado para aquele período. O trabalho acabou ficando restrito ao Delegado Bonnet. Mais adiante conto essa história.
foto de 14 de julho de 1998

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