"A Evolução da Polícia do Rio Grande do Sul: Em Busca de uma Abordagem Mais Abrangente
No ano de 2000, fui parte integrante da criação da Delegacia Virtual e diversas outras ferramentas para a Polícia Civil, incluindo investigação de crimes virtuais. Naquela época, investigávamos todos os tipos de delitos relacionados à internet, garantindo atendimento às vítimas a qualquer momento, sem restrições de horário, pois reconhecíamos a importância de oferecer apoio necessário em casos de prejuízos, inclusive danos psicológicos decorrentes de crimes cibernéticos.
Era uma questão de empatia e humanidade estender nosso suporte a todos aqueles que haviam sido afetados pela internet. No entanto, as coisas mudaram desde então.
A Delegacia especializada em crimes cibernéticos agora parece focar apenas nos "hackers". Isso é, no mínimo, questionável, já que não são apenas os hackers que perpetram crimes na internet. Há muito tempo, os criminosos se especializaram e lucram enormemente com suas ações. Infelizmente, a Polícia parece ter se distanciado das vítimas.
Recentemente, tentei entrar em contato com o Delegado responsável pelos crimes virtuais no DEIC, mas não fui recebido. Parece que não lhe despertei interesse algum. Talvez, se eu estivesse vestido de terno e gravata, talvez então ele me desse atenção.
Na época em que desenvolvemos o site da Polícia Civil, Secretaria da Segurança Pública, Brigada Militar e CODESUL, também criamos um site de pessoas desaparecidas, Ouvidoria, Ecologia, Delegacia da Mulher, além de disponibilizar informações sobre crimes e um arquivo virtual de criminosos, que compartilhávamos com a Brigada Militar e a Polícia Federal. Tudo isso em 2000.
No site da Polícia, era possível consultar informações sobre armas, ocorrências de veículos e até mesmo saber em qual Delegacia o carro recuperado estava. O arquivo de criminosos foi a base para o que hoje é conhecido como Consultas Integradas, pois a equipe da Procergs teve uma reunião conosco, interessados em aprender como colocávamos fotos e dados de pessoas envolvidas em investigações na internet. É claro que não revelamos nosso método.
Hoje em dia, sinto que a Polícia está distante das vítimas. Não consigo aceitar que uma Delegacia especializada em crimes virtuais esteja limitada apenas aos "hackers". É tão tosco que chega a ser risível.
É hora de repensarmos a abordagem e resgatar a proximidade com as vítimas. A Polícia deve estar preparada para enfrentar todos os desafios do mundo digital, protegendo e atendendo a todos que foram afetados por crimes cibernéticos, independentemente do perfil dos infratores.
Vamos trabalhar juntos para construir uma Polícia do Rio Grande do Sul mais inclusiva e eficiente, capaz de enfrentar os desafios dessa nova era digital."
A Polícia Civil possui três níveis de hierarquia: Inspetor/Escrivão, Comissário e Delegado. A estrutura hierárquica é enxuta, permitindo que a informação seja transmitida rapidamente em todos os níveis. Um Inspetor pode dirigir-se diretamente ao Delegado, sem a necessidade de passar por qualquer outro impedimento legal. Embora a maior parte das investigações seja realizada no cartório ou no setor de investigação, o Delegado possui acesso imediato a todo o processo.
No entanto, a falta de um canal de comunicação entre a Polícia Militar e a Polícia Civil tem sido um fator que causa diversos problemas.
A Polícia Militar possui uma autoridade mais complexa, com diferentes níveis que vão desde Soldado, Sargento, Tenente, Capitão e Major, até diversos níveis de Coronel existentes.
Isso cria um desafio em relação à transmissão eficiente das informações, desde o momento em que um soldado descobre algo até chegar aos responsáveis pela investigação.
É importante destacar que a Polícia Militar não tem competência para realizar investigações, sendo essa função exclusiva da Polícia Civil.
Portanto, em caso de crime ou se desejar denunciar qualquer atividade criminosa, é necessário entrar em contato com a Polícia Civil.
Antes de ocorrer um crime, a competência para lidar com a situação é da Polícia Militar, mas após o fato ocorrer, a responsabilidade pela investigação passa para a Polícia Civil.
Seguir esse protocolo é fundamental para garantir que os procedimentos sejam tratados corretamente. Ao presenciar um crime, é essencial entrar em contato com a Polícia Civil, conforme previsto na Constituição do Brasil e do Estado.
Ao fazer a coisa certa e relatar o crime às autoridades competentes, você estará confiante para a segurança e o cumprimento da lei em nossa sociedade.
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